(Por Agilmar Machado)
Carmen Jensen Ehrardt, catarinense do Vale do Itajaí, 25 anos, ex-miss Santa Catarina, seria a eleita do cantor Gregório Barrios para viver com ele desde 1966 até 17 de dezembro de 1978, ano da morte do cantor em São Paulo, onde residia.
Tinha Carmen apenas 25 anos e ainda sentia o sabor da vitória no concurso de beleza estadual, quando Gregório Barrios, que desde 1962 já morava no Brasil (tendo trocado inicialmente a Calle Florida, em Buenos Aires, por Copacabana, no Rio, e depois São Paulo). Do primeiro casamento Gregório teve um filho argentino e, do segundo, uma filha, também Carmen.
Nascido como Gregório Barrios Villabriga, na província basca de Bilbao, Espanha, cedo Gregório, mais três irmãos e seus pais emigrariam para a Argentina em 1921, por força das convicções socialistas do seu progenitor.
De família pobre, Gregório começou cedo no labor diuturno e, na Argentina, seria admitido como auxiliar de serviços gerais numa empreiteira de pavimentação de estradas, tendo chegado, por merecimento, a exercer um cargo de chefia,
Nascido com o gosto pelas artes, comumente cantarolava alguns trechos de óperas e até mesmo tangos enquanto trabalhava. O filho de seu patrão, despertado pela extraordinária entonação de voz de Gregório, um dia disse a ele: “Não sei o que você está fazendo aqui, com esta privilegiada maneira de cantar”...
Foi o bastante para despertar em Gregório o interesse em iniciar sua vitoriosa carreira, que o levou ao auge por mais de 40 anos ininterruptos.
Seu começo foi no ano de 1938, quando estreou em programas de rádio em Buenos Aires, concomitantemente levando a sério seus estudos de música sob a supervisão de renomados professores argentinos, com o pseudônimo de Alberto Barrios. Dedicou-se inicialmente a trechos de ópera, passando posteriormente a interpretar tangos clássicos do repertório portenho.
Pouco antes do ano de 1940, finalmente encontrou no bolero sua inigualável vocação artística, adotando esse ritmo definitivamente.
Sempre demonstrando extraordinário apego pelo Brasil, por onde excursionara várias vezes, em 1962 resolveu residir – definitivamente – em nosso país, sem, contudo, deixar de cobrir as Américas e a Europa com sua presença constante.
É de se supor que tenha Gregório recebido forte influência de famosos intérpretes do gênero na época, como Pedro Vargas, Dr. Alfonso Ortiz Tirado, Tito Guizar e o velho e aplaudido tenor mexicano José Mojica, que terminou sua carreira de sucesso em música e no cinema repentinamente, resolvendo ingressar em um convento da ordem franciscana (desde então gravaria somente em favor de obras assistenciais). Mojica, aliás, foi admirado até por Carlos Gardel e o compositor brasileiro Alfredo Le Pera. Foi inspirado nas célebres declamações de Mojica em suas melodias, como “Jurame” e “Maria la O”. Gardel e Le Pera lançariam a canção “El dia que me quieras”, com letra e glosa deste último.
Além dos países em que excursionou, Gregório Barrios – ídolo absoluto do bolero na década de ouro de 50 – percorreu o Brasil de ponta a ponta por muitas vezes.
Lembro de três etapas em que vi Gregório Barrios e tive o prazer de ouvi-lo e aplaudi-lo: certa vez num vôo da Cruzeiro do Sul, entre Curitiba e Florianópolis; a segunda quando tive a honra de apresentá-lo em Laguna (1955) e a derradeira quando, estudando em Santa Maria, passei pelo centro de Porto Alegre. A municipalidade havia inaugurado a nova estação rodoviária por aqueles dias. Ao chegar nas proximidades da mesma, com destino à ponte do Guaíba, uma faixa imensa anunciava a presença de Gregório Barrios na inauguração do Restaurante Gauchão, naquela estação. Isso foi por volta de 1972. Gregório já estava com 61 anos de idade, mas conservava um aspecto muito saudável. Assisti ao espetáculo e pedi a Gregório que interpretasse o belo joropo venezuelano “Alma Llanera”. Educadamente ele pediu desculpas, aduzindo que o número não teria sido ensaiado...
Entendi seu argumento: “Alma Llanera”, que ele gravara por volta de 1945, possuía um tom extremamente alto e, no final, um agudo fenomenal: entendi que o peso dos anos já não lhe permitiriam alcançar tão elevada tonalidade...
Gregório gravou mais de 500 discos 78 rpm e dezenas de LPs, desde os primeiros tempos dos vinis de dez polegadas.
Em meu poder tive cerca de dez preciosos LPs de Gregório, os quais, procurando preservar aquelas relíquias, obsequiei a um amigo lagunense cujo zelo pelas raras coleções é bem mais acurado que o meu. Estão em boas mãos...
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
sábado, 11 de outubro de 2008
DO ESTIMADO VALMIR
"Novo blog
Agilmar Machado, lenda viva do rádio catarinense, lançou um blog.
Na apresentação ele diz que “seria egoísmo e injustiça levar para todo o sempre a história que viveu ao longo de 74 invernos”.
Sua página é “elaborada de forma sincera”, ele faz questão de frisar.
Nela, Agilmar nos conta causos, fala de música, da imprensa, de jornalismo e jornalistas, do rádio.
Iniciou sua carreira aos 15 anos, na cidade de Criciúma, tendo passado por várias emissoras catarinenses.
Aqui em nossa cidade foi locutor, redator e gerente da rádio Difusora. É membro fundador da Academia Criciumense de Letras (Patrono e ocupante da cadeira nº 21).
Em outubro de 2000 lançou “A História da Comunicação no Sul de Santa Catarina”, registros históricos do chamado “quarto poder”, e que tem servido como material de pesquisa para estudantes, pesquisadores e leitores interessados em conhecer sobre a comunicação em nossa região.
É um resgate de fatos, datas e personagens.
Pois tudo isso e muito mais o irmão Agilmar vem apresentando em seu blog, aos poucos, no dia-a-dia acrescentando sua experiência pessoal e profissional.
Desbastando como todos nós, a pedra bruta, na evolução em busca do Oriente Eterno.
Para comprovar o que digo é só clicar em:
http://jornalnossotempo.blogspot.com
E não preciso dizer que a partir de hoje ele estará devidamente linkado no lado direito deste blog.
Bom proveito."
Agilmar Machado, lenda viva do rádio catarinense, lançou um blog.
Na apresentação ele diz que “seria egoísmo e injustiça levar para todo o sempre a história que viveu ao longo de 74 invernos”.
Sua página é “elaborada de forma sincera”, ele faz questão de frisar.
Nela, Agilmar nos conta causos, fala de música, da imprensa, de jornalismo e jornalistas, do rádio.
Iniciou sua carreira aos 15 anos, na cidade de Criciúma, tendo passado por várias emissoras catarinenses.
Aqui em nossa cidade foi locutor, redator e gerente da rádio Difusora. É membro fundador da Academia Criciumense de Letras (Patrono e ocupante da cadeira nº 21).
Em outubro de 2000 lançou “A História da Comunicação no Sul de Santa Catarina”, registros históricos do chamado “quarto poder”, e que tem servido como material de pesquisa para estudantes, pesquisadores e leitores interessados em conhecer sobre a comunicação em nossa região.
É um resgate de fatos, datas e personagens.
Pois tudo isso e muito mais o irmão Agilmar vem apresentando em seu blog, aos poucos, no dia-a-dia acrescentando sua experiência pessoal e profissional.
Desbastando como todos nós, a pedra bruta, na evolução em busca do Oriente Eterno.
Para comprovar o que digo é só clicar em:
http://jornalnossotempo.blogspot.com
E não preciso dizer que a partir de hoje ele estará devidamente linkado no lado direito deste blog.
Bom proveito."
DA GENEROSIDADE DO Ir.: VALMIR GUEDES
CARO MANO:
É RARO MAS AINDA EXISTEM PERSONALIDADES COMO VOCÊ QUE, MALGRADO AS "CARAS FEIAS", DIZ O QUE PENSA!
ACHO QUE, À GUISA DE RETRIBUIÇÃO, PODE-SE ASSEGURAR QUE O G.:A.:D.:U.: TEM SUAS MÃOS ESPALMADAS EM PROTEÇÃO A TODA A LINDA FAMÍLIA QUE SOUBESTE FORMAR SOB O PRINCÍPIO DA HONRA E DA RETIDÃO DE CARÁTER HERDADAS DE TEUS QUERIDOS PAIS E SOGROS.
UM TFA MUITO SINCERO.
É RARO MAS AINDA EXISTEM PERSONALIDADES COMO VOCÊ QUE, MALGRADO AS "CARAS FEIAS", DIZ O QUE PENSA!
ACHO QUE, À GUISA DE RETRIBUIÇÃO, PODE-SE ASSEGURAR QUE O G.:A.:D.:U.: TEM SUAS MÃOS ESPALMADAS EM PROTEÇÃO A TODA A LINDA FAMÍLIA QUE SOUBESTE FORMAR SOB O PRINCÍPIO DA HONRA E DA RETIDÃO DE CARÁTER HERDADAS DE TEUS QUERIDOS PAIS E SOGROS.
UM TFA MUITO SINCERO.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
EL DI QUE ME UIERS UMA DUDA - mensagem
JASouza. deixou um novo comentário sobre a postagem ""EL DIA QUE MEQUIERAS"... UNA DUDA...":
Aprecio muito a poesia de Amado Nervo, mas se Alfredo Le Pera escreveuseus versos de El Dia En Que Me Quieras inspirado no poema homônimodaquele autor, sou de opinião de que a sua letra melhorou e muitoàquela do original.
Observe como soa muito mais natural e melodiosaleperamente, prova está que alcançou um sucesso universal jamaisalcançado pela outra similar.JASaudações.
Aprecio muito a poesia de Amado Nervo, mas se Alfredo Le Pera escreveuseus versos de El Dia En Que Me Quieras inspirado no poema homônimodaquele autor, sou de opinião de que a sua letra melhorou e muitoàquela do original.
Observe como soa muito mais natural e melodiosaleperamente, prova está que alcançou um sucesso universal jamaisalcançado pela outra similar.JASaudações.
CHATÔ (Luciano Souza - advogado)
Luciano Sousa, Advogado. deixou um novo comentário sobre a sua
postagem "DA CURIOSA VIDA DE ASSIS CHATEAUBRIAND (CHATÔ)":
O mais curioso é saber que em nossa cidade,Florianópolis, meu amigo é sobrinho neto de Assis Chateaubriand, o advogado André Chateaubriand Bandeira de Melo, que também é professor de direito na Universidade.
Ele acabou de fazer um doutorado na Espanha,mas nem por isso deixou de lado a simplicidadee o convívio dos amigos.
postagem "DA CURIOSA VIDA DE ASSIS CHATEAUBRIAND (CHATÔ)":
O mais curioso é saber que em nossa cidade,Florianópolis, meu amigo é sobrinho neto de Assis Chateaubriand, o advogado André Chateaubriand Bandeira de Melo, que também é professor de direito na Universidade.
Ele acabou de fazer um doutorado na Espanha,mas nem por isso deixou de lado a simplicidadee o convívio dos amigos.
AL NETO (AFONSO ALBERTO RIBEIRO NETO) - FINAL
Seria inverossímil afirmar que Al Neto, tendo servido ao órgão central de notícias e análises jornalísticas dos Estados Unidos, tivesse capitalizado somente fiéis amigos e incondicionais admiradores do seu trabalho.
Como também seria utopia dizer-se que seu trabalho não mereceu minuciosas análises dos países chamados “da cortina de ferro”, seguidores de regimes literalmente adversos aos pontos de vista que ele defendeu por longos anos na imprensa.
São esparsos os registros de críticos antagônicos ao trabalho de Al Neto, porquanto, à época, as publicações “do lado de lá” simplesmente não eram divulgadas por aqui.
Mas Al Neto, em que pesem esses “inimigos” anônimos, na nossa análise sempre cumpriu, minuciosa e fidedignamente, o seu prestigiado ofício.
E nem precisaria ter o “status” de Al Neto como comentarista analítico para conseguir arranjar, gratuitamente, muitas vozes divergentes a suas convicções.
Nós próprios, jornalistas provincianos que sempre fomos, jamais conseguimos atender a todos os gostos e nem sequer nos enquadrarmos de forma literal com todos os nossos leitores/ouvintes.
Uma simples crítica no rádio ou no jornal, sempre afetava algum sentimento ou autoridade atingida pelas nossas observações. Especialmente pelo nosso estilo nada “dócil” de criticar.
De qualquer forma, Al – que hoje perenemente tem seu nome lavrado no livro dos mais reconhecidos pela função que exerceu por aqui – jamais pecou pela insensatez.
Como qualquer profissional de elevado nível, fez jus ao que recebeu pelo seu trabalho, tendo especialmente deixado saudades infinitas aos que privaram da sua amizade.
Tivemos muita honra de pertencer ao seu seleto círculo de amigos, de forma desinteressada e elevada.
Sua honrada família segue levando adiante tudo o que ele preconizou para sua querida Estância do Pinheirinho, patrimônio centenário não somente como empreendimento material, mas especialmente motivada pela sempre terna lembrança dos ancestrais da ilustre família lageana.
Quando, ao saber do seu falecimento, redigi meia página de um jornal de Criciúma, confesso que o fiz com um nó na garganta e com o coração cingido. Impossível evitar uma lágrima num momento desses, mesmo considerando os 83 anos que o velho e respeitável advogado, jornalista e empresário atingiu.
Afinal, amizade não tem idade e jamais nos conformamos com a perda de uma personalidade que nos foi tão cara e próxima por tanto tempo.
Despeço-me desta série sobre alguns aspectos da vida e da personalidade marcante de Al Neto, agradecendo a todos os que a acompanharam.
Se me restar tempo ainda, um dia desejo ir a Estância do Pinheirinho e depositar, sobre a lápide de Al Neto, uma beleza natural que ele tanto amou: uma flor que simbolize o cinco (5 em Flor) que marcou tão profundamente sua vida.
Como também seria utopia dizer-se que seu trabalho não mereceu minuciosas análises dos países chamados “da cortina de ferro”, seguidores de regimes literalmente adversos aos pontos de vista que ele defendeu por longos anos na imprensa.
São esparsos os registros de críticos antagônicos ao trabalho de Al Neto, porquanto, à época, as publicações “do lado de lá” simplesmente não eram divulgadas por aqui.
Mas Al Neto, em que pesem esses “inimigos” anônimos, na nossa análise sempre cumpriu, minuciosa e fidedignamente, o seu prestigiado ofício.
E nem precisaria ter o “status” de Al Neto como comentarista analítico para conseguir arranjar, gratuitamente, muitas vozes divergentes a suas convicções.
Nós próprios, jornalistas provincianos que sempre fomos, jamais conseguimos atender a todos os gostos e nem sequer nos enquadrarmos de forma literal com todos os nossos leitores/ouvintes.
Uma simples crítica no rádio ou no jornal, sempre afetava algum sentimento ou autoridade atingida pelas nossas observações. Especialmente pelo nosso estilo nada “dócil” de criticar.
De qualquer forma, Al – que hoje perenemente tem seu nome lavrado no livro dos mais reconhecidos pela função que exerceu por aqui – jamais pecou pela insensatez.
Como qualquer profissional de elevado nível, fez jus ao que recebeu pelo seu trabalho, tendo especialmente deixado saudades infinitas aos que privaram da sua amizade.
Tivemos muita honra de pertencer ao seu seleto círculo de amigos, de forma desinteressada e elevada.
Sua honrada família segue levando adiante tudo o que ele preconizou para sua querida Estância do Pinheirinho, patrimônio centenário não somente como empreendimento material, mas especialmente motivada pela sempre terna lembrança dos ancestrais da ilustre família lageana.
Quando, ao saber do seu falecimento, redigi meia página de um jornal de Criciúma, confesso que o fiz com um nó na garganta e com o coração cingido. Impossível evitar uma lágrima num momento desses, mesmo considerando os 83 anos que o velho e respeitável advogado, jornalista e empresário atingiu.
Afinal, amizade não tem idade e jamais nos conformamos com a perda de uma personalidade que nos foi tão cara e próxima por tanto tempo.
Despeço-me desta série sobre alguns aspectos da vida e da personalidade marcante de Al Neto, agradecendo a todos os que a acompanharam.
Se me restar tempo ainda, um dia desejo ir a Estância do Pinheirinho e depositar, sobre a lápide de Al Neto, uma beleza natural que ele tanto amou: uma flor que simbolize o cinco (5 em Flor) que marcou tão profundamente sua vida.
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